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Pele e face

Pequenas cirurgias de pele

Também chamado de Retirada de pintas e lesões

São procedimentos feitos em consultório, com anestesia local, para retirar lesões da pele e do couro cabeludo. A técnica muda conforme a lesão: exérese e shaving removem a lesão inteira e geram material para análise laboratorial, enquanto eletrocauterização e crioterapia destroem a lesão e não geram material. Por isso, lesão com qualquer dúvida diagnóstica é retirada, não destruída.

Sessões
Em geral sessão única por lesão. Quando há várias, elas são distribuídas em mais de um dia, conforme a área e a recuperação. Os pontos saem entre sete e quatorze dias, conforme a região.
Recuperação
Curativo por alguns dias, com a área protegida e seca. Exercício e piscina liberados conforme a localização e o fechamento da ferida.
Conduzido por
Dra. Paula Carvalho

O que é

A exérese remove a lesão com margem, em fuso, e a pele é fechada com pontos. É a técnica usada quando a lesão precisa ser analisada por inteiro.

O shaving raspa a lesão rente à superfície com lâmina, sem pontos. Serve para lesões elevadas e benignas, e também produz material para análise.

A eletrocauterização destrói o tecido por corrente de alta frequência, e a crioterapia o destrói por congelamento com nitrogênio líquido. As duas são rápidas e não deixam peça para exame.

Toda lesão retirada com suspeita vai para exame anatomopatológico. É esse exame, e não o exame a olho nu, que fecha o diagnóstico.

Como funciona

A lesão é examinada, inclusive com dermatoscópio, e a técnica é escolhida a partir desse exame.

A área é limpa e recebe anestesia local. A picada da anestesia é o momento de desconforto do procedimento; o resto é indolor.

A lesão é retirada ou destruída conforme a técnica escolhida. Quando há sutura, o número de pontos e a data de retirada são informados na hora.

Havendo material, ele é encaminhado para o laboratório e o resultado é discutido em consulta de retorno.

Quando é indicado

  • Pintas com mudança de cor, de tamanho, de borda ou com sangramento
  • Lesões que precisam de diagnóstico laboratorial
  • Ceratoses seborreicas e ceratoses actínicas
  • Verrugas virais e acrocórdons, os pequenos pólipos de pescoço e axila
  • Lesões que incomodam mecanicamente, com atrito de roupa, colar ou barbeador
  • Cistos e lipomas superficiais de pequeno porte

Quando não é indicado

  • Infecção ativa no local
  • Distúrbio de coagulação não compensado ou uso de anticoagulante sem ajuste prévio
  • Alergia ao anestésico local
  • Doença crônica descompensada, situação em que o procedimento eletivo espera
  • Lesão com suspeita de melanoma em local que exige planejamento cirúrgico maior, caso em que a conduta é o encaminhamento e não a retirada em consultório
  • Uso de técnica destrutiva em qualquer lesão sob suspeita, porque ela apaga a lesão sem permitir o diagnóstico
  • Gestação, para procedimentos eletivos que podem esperar

Riscos e efeitos esperados

  • Toda retirada deixa cicatriz. O que varia é o aspecto dela, que depende da região, da técnica e da tendência individual de cicatrização.
  • Cicatriz hipertrófica e queloide são mais prováveis em tórax, ombros e em quem já teve.
  • Mancha residual, mais clara ou mais escura que a pele em volta, é comum e pode levar meses para uniformizar.
  • Sangramento e infecção da ferida acontecem e são tratados no retorno.
  • Recidiva da lesão é possível nas técnicas destrutivas, que nem sempre alcançam toda a profundidade.
  • Alteração de sensibilidade na cicatriz costuma ser transitória.

Qualquer item desta lista pode ser conversado antes de decidir. Tirar essa dúvida na consulta.

Cuidados depois

  • Manter o curativo conforme a orientação e não molhar a área nos primeiros dias
  • Fotoproteção na cicatriz por meses, que é o que evita a mancha escura residual
  • Não retirar a crosta
  • Voltar antes do previsto se houver dor crescente, vermelhidão que se espalha ou secreção
  • Comparecer ao retorno para a leitura do exame, mesmo que a ferida esteja bem

Perguntas frequentes

Toda pinta retirada vai para exame?

Toda lesão retirada com suspeita vai. Lesões evidentemente benignas retiradas por incômodo ou por estética também podem ser enviadas, e essa decisão é registrada no prontuário.

Retirar uma pinta faz mal?

Não. A retirada com técnica adequada não transforma uma lesão benigna em outra coisa. O que traz risco é destruir uma lesão suspeita sem análise, porque isso apaga a informação necessária ao diagnóstico.

Vai ficar marca?

Sim, sempre fica alguma marca. O planejamento considera a linha de tensão da pele e a região, e a fotoproteção da cicatriz nos meses seguintes é o que mais muda o aspecto final.

Quanto tempo até o resultado do exame?

Depende do laboratório, e o prazo é informado no dia da retirada. O resultado é discutido em consulta, não entregue sem leitura.

Posso remover várias no mesmo dia?

Em parte dos casos sim. A quantidade depende da área, do tipo de fechamento e da recuperação de cada região, e é definida no exame.

Conteúdo revisado em 1 de setembro de 2026 por Paula Carvalho Guimarães, CRM-SP 160873.

Avaliar se pequenas cirurgias de pele é indicado para o seu caso

Nenhum procedimento é agendado sem consulta de avaliação. Nela, a Dra. Paula analisa o histórico e os exames, indica o que se aplica ao seu caso e informa quando um procedimento não é indicado.

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