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Pele e face

Lasers dermatológicos

Os lasers dermatológicos se dividem em ablativos e não ablativos. O ablativo remove camadas da pele e produz mudança maior em poucas sessões, com dias de vermelhidão e descamação depois de cada uma. O não ablativo estimula colágeno sem lesar a superfície: exige mais sessões, produz mudança gradual e não afasta das atividades.

Sessões
O ablativo costuma resolver em uma a duas sessões. O não ablativo trabalha em ciclos de três a cinco sessões, com intervalo mensal.
Recuperação
Não ablativo: sem afastamento, com vermelhidão que cede em horas. Ablativo: de três a sete dias de vermelhidão e descamação, com necessidade de planejar a agenda.
Conduzido por
Dra. Paula Carvalho

O que é

Laser é luz de um comprimento de onda único, absorvida por um alvo específico dentro da pele: água, melanina ou hemoglobina, conforme o equipamento.

No laser ablativo, a energia vaporiza camadas de tecido. A pele se refaz a partir daí, o que explica tanto o resultado quanto o tempo de recuperação.

No não ablativo, a energia atravessa a superfície intacta e aquece a derme, disparando produção de colágeno sem ferida aparente.

Como funciona

A consulta define a queixa principal, o fototipo e quanto tempo de recuperação a pessoa pode ter. Os três definem o equipamento e os parâmetros.

Anestésico tópico é aplicado antes na maioria dos protocolos.

Depois da sessão a pele fica sensível e avermelhada. No ablativo, há descamação nos dias seguintes.

Quando é indicado

  • Rugas finas e linhas de expressão em repouso
  • Cicatrizes de acne
  • Manchas solares e alterações de pigmentação
  • Textura irregular e poros dilatados
  • Flacidez leve, quando associada a outras queixas de qualidade de pele

Quando não é indicado

  • Gestação e amamentação
  • Uso recente de isotretinoína oral, com intervalo avaliado caso a caso
  • Infecção ativa, herpes em atividade ou lesão aberta na área
  • Bronzeado recente ou exposição solar intensa nos dias anteriores
  • Histórico de queloide, que pede avaliação individual
  • Doença fotossensível ou uso de medicamento fotossensibilizante

Riscos e efeitos esperados

  • Vermelhidão, calor e sensibilidade nos primeiros dias são esperados.
  • Hiperpigmentação pós-inflamatória é o risco mais relevante em peles mais pigmentadas, e é o motivo pelo qual fototipo e exposição solar recente pesam tanto na indicação.
  • No ablativo, há período de descamação e risco de infecção se os cuidados não forem seguidos.
  • Reativação de herpes é possível em quem tem histórico; nesses casos a profilaxia é discutida antes.

Qualquer item desta lista pode ser conversado antes de decidir. Tirar essa dúvida na consulta.

Cuidados depois

  • Proteção solar rigorosa antes e depois, que é o fator que mais decide o resultado final
  • Não coçar nem remover crostas ou descamação
  • Usar somente os produtos indicados no pós-procedimento
  • Suspender ácidos e esfoliantes pelo período orientado

Perguntas frequentes

Qual laser é melhor?

Não existe um laser melhor para todos os casos. A escolha depende da queixa, do fototipo e do tempo de recuperação que a pessoa consegue ter. Um mesmo problema pode ser tratado por equipamentos diferentes.

Posso fazer no verão?

Pode, mas exige disciplina maior com fotoproteção e evitar exposição direta. Em alguns protocolos e fototipos, o mais prudente é aguardar.

Quanto tempo fico marcado?

No não ablativo, algumas horas de vermelhidão. No ablativo, de três a sete dias de vermelhidão e descamação. Essa previsão é informada na consulta, antes do agendamento.

Conteúdo revisado em 6 de agosto de 2026 por Paula Carvalho Guimarães, CRM-SP 160873.

Avaliar se lasers dermatológicos é indicado para o seu caso

Nenhum procedimento é agendado sem consulta de avaliação. Nela, a Dra. Paula analisa o histórico e os exames, indica o que se aplica ao seu caso e informa quando um procedimento não é indicado.

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