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Pele e face

Eletroporação

Também chamado de MesoInjectGun

A eletroporação aplica pulsos elétricos curtos que abrem poros temporários na membrana celular e permitem a passagem de ativos que não atravessariam a barreira da pele sozinhos. Na clínica ela é usada com o MesoInjectGun, um aplicador que deposita o ativo de forma automatizada e uniforme. O resultado depende do ativo prescrito para o caso, e não do aparelho.

Sessões
De quatro a oito sessões, semanais ou quinzenais, conforme o objetivo e o ativo. Protocolos de manutenção são mais espaçados.
Recuperação
Sem afastamento. A pele fica vermelha por algumas horas e as pápulas dos pontos de entrada somem no mesmo dia.
Conduzido por
Dra. Paula Carvalho

O que é

A camada mais externa da pele existe para impedir a entrada de substâncias. A eletroporação contorna essa barreira por alguns minutos, com pulsos elétricos que abrem canais na membrana das células.

Os canais se fecham sozinhos, e por isso a janela de aplicação é curta e o ativo precisa estar pronto para entrar nela.

O MesoInjectGun é o aplicador que padroniza a entrega: ele controla a profundidade, o volume por ponto e o espaçamento, o que uma injeção manual não faz com a mesma regularidade.

Como funciona

A pele é limpa e o ativo prescrito é preparado para aquela sessão.

O aplicador percorre a área em pontos regulares. A sensação é de vibração com picada breve, e a maior parte das pessoas dispensa anestésico.

A eletroporação é aplicada em seguida ou de forma simultânea, conforme o protocolo, e a pele fica avermelhada por algumas horas.

O efeito de hidratação e viço aparece em dias. O efeito de estímulo depende do ativo e do número de sessões.

Quando é indicado

  • Hidratação profunda e melhora de viço da pele
  • Textura irregular e pele opaca
  • Região dos olhos, para tratar aspecto de olheira
  • Couro cabeludo, na queda capilar, como via de entrega de medicamento
  • Pós-procedimento, para acelerar a recuperação da barreira da pele

Quando não é indicado

  • Gestação e amamentação
  • Marcapasso, desfibrilador implantável ou dispositivo eletrônico implantado
  • Epilepsia
  • Alergia conhecida ao ativo prescrito
  • Infecção, lesão aberta ou dermatite ativa na área
  • Neoplasia em atividade
  • Doença autoimune em atividade
  • Distúrbio de coagulação ou uso de anticoagulante sem ajuste, para os protocolos com microinjeção

Riscos e efeitos esperados

  • Vermelhidão e pequenas pápulas nos pontos de entrada são esperadas e cedem em horas.
  • Equimose acontece com mais frequência na região dos olhos.
  • Reação alérgica ao ativo é possível, e por isso a composição é definida em consulta e registrada.
  • Infecção ocorre quando a assepsia falha.
  • O resultado é limitado pelo que o ativo faz. Aparelho não substitui indicação.

Qualquer item desta lista pode ser conversado antes de decidir. Tirar essa dúvida na consulta.

Cuidados depois

  • Fotoproteção no dia da sessão e nos dias seguintes
  • Sem maquiagem nas primeiras horas
  • Evitar sauna, piscina e exercício vigoroso no dia
  • Higiene suave e hidratação conforme a orientação

Perguntas frequentes

Substitui a aplicação com agulha?

Não em todos os casos. Substâncias que precisam ficar depositadas em profundidade continuam pedindo injeção. A eletroporação atende ativos que agem nas camadas mais superficiais.

Que ativo é usado?

Depende do caso e é prescrito na consulta. A composição é registrada em prontuário, e substância sem indicação para uso na pele fica fora do protocolo.

Dá para fazer junto de outro procedimento?

Costuma ser associada, sim. A combinação e a ordem entre os procedimentos são definidas na avaliação, porque nem toda associação é segura na mesma sessão.

Conteúdo revisado em 1 de setembro de 2026 por Paula Carvalho Guimarães, CRM-SP 160873.

Avaliar se eletroporação é indicado para o seu caso

Nenhum procedimento é agendado sem consulta de avaliação. Nela, a Dra. Paula analisa o histórico e os exames, indica o que se aplica ao seu caso e informa quando um procedimento não é indicado.

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