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Artigo de 6 de agosto de 2026

Queda de cabelo: o que investigar antes de começar qualquer tratamento

Antes de qualquer protocolo, é preciso separar alopecia androgenética de eflúvio telógeno e afastar causas sistêmicas. Ferritina, hemograma, TSH e T4 livre, vitamina D e vitamina B12 são os exames mais frequentemente solicitados, junto do exame do couro cabeludo. Tratar sem esse passo pode significar seis meses de tratamento enquanto a causa real permanece sem correção.

Duas causas comuns, condutas diferentes

A alopecia androgenética é progressiva, tem componente genético e hormonal e se manifesta como rarefação no topo da cabeça ou recuo de entradas. É crônica: trata-se para controlar, e a interrupção costuma reverter o que se ganhou.

O eflúvio telógeno é uma queda difusa, geralmente disparada por um evento identificável, como parto, cirurgia, febre alta, período de estresse intenso ou dieta muito restritiva. Costuma aparecer dois a três meses depois do gatilho, o que atrapalha a associação, e costuma se resolver quando a causa é corrigida.

As duas podem coexistir. E ambas produzem a mesma queixa na consulta: “meu cabelo está caindo muito”.

O que costuma ser investigado

Ferritina. A reserva de ferro do corpo. Pode estar baixa com hemograma normal, e é uma das causas mais frequentes e mais reversíveis de queda difusa, sobretudo em mulheres.

TSH e T4 livre. Alterações de tireoide, tanto para mais quanto para menos, afetam o ciclo do fio.

Hemograma completo. Anemia e sinais de processo inflamatório.

Vitamina D e vitamina B12. Carências associadas a queda, especialmente quando há restrição alimentar ou pouca exposição solar.

A lista se ajusta ao caso: histórico, uso de medicamentos, padrão da queda e achados do exame do couro cabeludo é que definem o que vale pedir.

Por que o diagnóstico vem antes do tratamento

Cabelo cresce em ciclos, e nenhum tratamento capilar mostra resposta clara antes de três a seis meses. Isso significa que um protocolo iniciado sem diagnóstico só vai revelar que estava errado meio ano depois.

Se a causa era ferritina baixa, foram seis meses de tratamento tópico enquanto a correção necessária era uma suplementação orientada. Se era tireoide, foram seis meses sem tratar uma condição que afeta bem mais que o cabelo.

Nesse cenário, investigar primeiro reduz o tempo total até a resposta ao tratamento.

Escrito e revisado por Paula Carvalho Guimarães, CRM-SP 160873. Publicado em 6 de agosto de 2026, revisado em 6 de agosto de 2026.

Como funciona o agendamento

Nenhum procedimento é agendado sem consulta de avaliação. Nela, a Dra. Paula analisa o histórico e os exames, indica o que se aplica ao seu caso e informa quando um procedimento não é indicado.

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