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Artigo de 6 de agosto de 2026

Flacidez: bioestimulador, ultrassom microfocado ou nenhum dos dois

O ultrassom microfocado aquece camadas profundas e provoca contração mais estímulo de colágeno; o bioestimulador injeta um material que faz a pele produzir colágeno ao redor dele. Os dois tratam flacidez leve a moderada e podem ser combinados. Quando há sobra importante de pele, nenhum dos dois resolve, e as alternativas passam a ser avaliação cirúrgica ou não fazer procedimento algum.

Como cada um age

O ultrassom microfocado atravessa a superfície sem lesá-la e deposita calor em profundidade, inclusive na camada que o cirurgião traciona numa cirurgia de face. Há um efeito de contração relativamente precoce e um estímulo de colágeno que se estende por dois a três meses.

O bioestimulador é injetado. O material provoca uma resposta controlada e o corpo deposita colágeno em torno dele; depois o material é reabsorvido e o colágeno permanece. O resultado começa entre a oitava e a décima segunda semana.

A diferença prática: o microfocado é uma sessão que age em profundidade definida por transdutor; o bioestimulador é um ciclo de sessões que age onde o produto foi distribuído.

Quando cada um costuma ser a escolha

Queda de contorno mandibular e flacidez de pescoço respondem bem ao microfocado, que alcança as camadas de sustentação daquela região.

Perda difusa de firmeza e de qualidade de pele, em face, colo, braços e abdome, é território mais frequente do bioestimulador, que trabalha em área ampla.

Não é raro que a indicação seja os dois, em momentos distintos e com planejamento de intervalo. Também não é raro que seja um só.

O ponto em que a resposta é nenhum dos dois

Existe um limite a partir do qual flacidez deixa de ser questão de firmeza e passa a ser sobra de pele. Nesse cenário, estimular colágeno não remove excesso de tecido, e nenhum equipamento vai fazer isso.

Insistir nesse cenário leva a sessões sucessivas, gasto acumulado e a conclusão de que nada funcionou. O procedimento fez o que faz, estimular colágeno. A queixa, porém, pedia remoção de excesso de pele.

A função da avaliação é identificar esse limite antes do início do tratamento. Às vezes a conclusão é encaminhar para avaliação cirúrgica. Às vezes é que a queixa não justifica intervenção alguma.

Escrito e revisado por Paula Carvalho Guimarães, CRM-SP 160873. Publicado em 6 de agosto de 2026, revisado em 6 de agosto de 2026.

Como funciona o agendamento

Nenhum procedimento é agendado sem consulta de avaliação. Nela, a Dra. Paula analisa o histórico e os exames, indica o que se aplica ao seu caso e informa quando um procedimento não é indicado.

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